A Força da Resiliência na Jornada Médica: Alinhando Coração e Mente

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Anne Françoise Kaufmann Kunath

Certamente, para se chegar a entrar e cursar uma faculdade de medicina, o que não falta é resiliência…

Mas, quando achamos que chegamos lá, novos desafios surgem…e ouvimos dizer que é preciso ser… resiliente. 

Na física se define como o valor caracterizando a resistência de um metal ao choque. 

Na psicologia, como a capacidade de se erguer de choques traumáticos…

No dia a dia existe uma tendência para considerar a resiliência do ponto de vista dos recursos e competências que podem ser utilizados nos vários desafios da vida. Desta forma, diluímos consideravelmente uma noção que já sofre com a sua imprecisão semântica.

A verdadeira resiliência no meu entender, mais que uma resistência, que implica necessariamente, em um choque e/ou uma reação, é uma força interna.

Para responder a estas perguntas, primeiro preciso explicar o estado de coerência cardíaca. A coerência cardíaca permite alinhar a coerência entre nosso pensar, sentir e o nosso querer, ou seja,  nossos pensamentos, nossos sentimentos e nossas ações. Quando alcançamos esse estado, que é científico e mensurável, nosso coração envia sinais ao cérebro de que estamos bem, o que permite a liberação de hormônios de bem-estar como o DHEA, da ocitocina (hormônio do amor) e o Iga, que fortalece o sistema imunológico.

Em contrapartida, quando estamos incoerentes ou sob estresse, o coração emite sinais que levam o cérebro a liberar cortisol e adrenalina, os hormônios do estresse. Esses sinais são transmitidos ao cérebro de diversas formas: hormonalmente, através de vias neurais (o coração possui mais de 40.000 neurônios) e pelos próprios batimentos cardíacos, que são captados pela amígdala. Além disso, o coração também transmite nosso estado emocional para outras pessoas através de seu campo eletromagnético, que pode ser captado por corações ao nosso redor.

Esse estado do coração coerente pode atingir diversos níveis, do mais básico (que já ajuda a não sermos reativos a estímulos externos e sim agir a partir de um estado centrado), até muito profundo, onde permite acessar um pensar amplo, com insights e ideias fora da caixa. 

Isso se deve ao fato da amígdala, captar o sinal que o coração coerente lhe transmite e deixar mais informação passar para o córtex pré frontal (slow track) e mais conexões neurais serem então possíveis.

Portanto, nesse estado de coerência interno, e de equilíbrio entre nosso sistema simpático e parassimpático, obtemos uma força infinitamente maior que quando estamos sob stress, ou até mesmo relaxados. 

Para ilustrar, gosto de comparar a imagem de um facho de luz comum e de um raio laser, ambos com mesma voltagem. O laser tem muito  mais força e precisão. Aliás a definição de um raio laser é: luz monocromática, coerente, direcional e de alta intensidade.

E assim ficamos quando estamos no estado de coerência cardíaca: fortes e precisos. E como estar no centro de um furacão: ileso e calmo apesar das turbulências ao redor. 

Todos nós somos capazes de aprender as técnicas que nos levam rapidamente ao estado de coerência e podem ser aplicadas em qualquer lugar, com pessoas, no dia a dia. 

Sim, quanto mais tempo ficamos em coerência e praticamos a coerência cardíaca antes, durante e após um evento estressante, uma adversidade, um choque, quanto mais força interna desenvolvemos, criando um escudo ou reservatório interno para amortecer futuras turbulências e evitar que elas se alojam como traumas. 

O trauma ocorre quando estamos sob stress intenso: os níveis de adrenalina e cortisol sobem repentinamente e o coração manda sinais a amígdala que a faz bloquear as informações ao cérebro pré frontal (fast track), impedindo o raciocínio e, muitas vezes, qualquer recordação consciente do ocorrido. 

A neurociência vem demonstrando cada vez mais o quanto somos adaptáveis em qualquer idade. A coerência cardíaca se junta à neurociência pois os estudos científicos demonstram que permite ampliar a conexão dos circuitos neurais, dissolver circuitos neurais relativos a stress anteriores e recriar novos. 

Essa capacidade de se adaptar é portanto infinita e constante. 

Porém, lembrem-se que a condição para conseguir estar em coerência cardíaca, é estar conectado aos nossos valores, nosso propósito e a emoções agradáveis. 

Quando alguma situação agride profundamente os meus valores, sempre tenho o livre arbítrio de tentar achar soluções, me comunicar etc..em estado coerente, até o momento em que isto faz sentido para mim. Por outro lado, também tenho a opção de não prosseguir no mesmo caminho.

Resiliência NÃO é fazer sempre mais, para se adaptar a uma situação que fere nossos valores, ou propósito. Se insistirmos no caminho errado, a incoerência interna, nos tirará a força para mudar. 

E essa coerência cardíaca, também caracterizado como estado de “flow”, nos traz a força interna para achar soluções aos desafios que encontramos. Ela é um estado fluido (flow state), pró ativo, harmonioso, onde podemos ser firmes, fortes porém flexíveis, mutantes. É diferente de um estado de resistência, que implica em resistir, ou seja, estar numa  luta constante contra algo. Ninguém pode nem deve viver em luta constante, pois é desse estado que vem o burn-out. 

Fonte: Heartmath –  resultados efetivos obtidos em um estudo com 1.500 pessoas após 6 a 9 semanas praticando as técnicas Heartmath®.

Em resumo, a coerência é uma força interna que, em primeiro lugar, almeja honrar nosso propósito e valores, permitindo-nos superar obstáculos que nos aproximam de nossos objetivos. 

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